quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Próxima Reunião

Para voltar a relembrar que a próxima reunião vai ser dia 7 de Março, sexta-feira, de novo às 21:00 em ponto.Como podem perceber, se não há jantar não há razão para se esperar mais que 10 minutos para começar a reunião, por isso tentem não se atrasar.

Aqueles que não vieram à ultima reunião deduzo que já saibam o que propus para pensar cada um fazer esta semana...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Pão para viver

No outro dia entrei na padaria para ironicamente comprar 80 pães para um dia de jejum...Ou seja, nem foi um daqueles jejuns a sério, mas durante um dia cerca de 40 pessoas experimentaram, partilharam e foram solidários com tantos outros por esse mundo fora que vivem sem alimentos durante dias.

Um pão bom, com um queijo horrível, uma garrafa de água, um pequeno pacote de açúcar e ainda uma maçã, para comer durante um dia inteiro.

E aproveitar este vazamento para nos enchermos de algo que muitas vezes nos equecemos, e vivemos sem durante dias.

Nesse mesmo dia, enquanto comprava o pão, o senhor que me atendia disse-me “Olhe que teve sorte em vir pedir hoje estes pães todos, porque amanhã o preço do pão vai subir dois cêntimos!”...

Eu ouvi, senti um ligeiro desconforto por momentos, mas depois segui pela porta com a minha sacada de pães a pensar “Bom, dois cêntimos também não é assim tanto, e eu acabo por nem comer assim tanto pão...”.


Hoje li no Público On-Line que o PAM (Programa Alimentar Mundial) está com dificuldades em arranjar orçamento para comprar bens essenciais para enviar para zonas do globo que estejam com mais necessidade.


O aumento da procura alimentar na China e Índia, o aumento do consumo de carne, a aposta de vários países em biocombustíveis (que integram na sua produção cereais) e as más colheitas em 2007 são alguns do factores que têm contribuído para o encarecimento dos bens alimentares a nível mundial. “


Desde 2002 que os géneros alimentares sofreram uma inflação de 70%...


Esqueço-me por vezes que a minha vida é uma benção constante, e que o que vivo é mais do que muitos ousam sequer pedir.

Uma organização mundial com dificuldade em comprar pão para poder oferecer a quem precisa.

Não lembra a ninguém.

Não me lembra a mim pelo menos.


Tento-me pôr na pele de um dos membros dessa organização.


(...)

Chega um telefonema: no Afeganistão, cerca de 2,5 milhões de pessoas estão com falta de bens essenciais devido às más colheitas deste ano...Valha-me Deus!2,5 milhões!...Temos de começar já a mandar ajuda...Ainda por cima no clima que se vive naquele país!...

Outro telefonema,desta vez para a empresa que nos costuma enviar as grandes quantidades de farinha de trigo que encomendamos...Tem de ser das primeiras remessas a enviar, quer dizer, o que há de mais básico e essencial do que fazer pão?

Sim?Viva, como está?Sim é da PAM...Olhe desta vez precisamos de umas duas toneladas extra, para além do que costumamos pedir...Sim, é que surgiu uma emergência...Sim, vamos continuar a fornecer aos habituais, Africa e tal, por isso é que queremos extra...Como?Está a brincar comigo??Aumentou quanto???Perto de 30%???Mas isso vai dar pelo menos mais 100 milhões de dólares do que o costume!!...E onde espera que arranjemos esse dinheiro?!Este ano o orçamento está já perto do limite!!

(...)


Tento-me pôr na pele de uma das pessoas que costuma receber ajuda da PAM.


(...)

Não sei quanto tempo mais aguento.

Chega hoje o carro com os homens da comida...Ainda bem.

Já não sei bem quando comi pela última vez, e o tempo também não tem ajudado...Nem uma única gota de água nas últimas três semanas.Nem as duas espigas de milho que sobraram no terreno parecem ter força para aguentar o resto do dia...

Uma multidão começa-se a juntar na direcção de uma nuvem de poeira que se começa a ver no horizonte.

Finalmente o jipe pára e saem de lá dois homens com ar cabisbaixo.Um deles diz qualquer coisa, mas está demasiada gente à minha frente para que consiga perceber o que diz.

Começa a gerar-se uma certa onda de inquetação lá à frente, mas cá atrás ninguém ainda sabe o que se passa.O outro homem que não estava a falar começa a tentar elevar a voz sobre o ruído da multidão e gesticular como que a dizer para ter calma.

O rapazito que está à minha frente em bicos dos pés é puxado pela mãe que vem do meio do amontoado de gente, e pergunto-lhe o que se passa.

Pouca comida?...Então mas...Ah, dinheiro...Mais caro, claro...Sim, sim, mulheres e crianças têm prioridade claro...Certo, obrigado.Olhe se sobrar...

E o rapazito desapareçe por entre braços e pernas famintas.

O jipe parte na mesma nuvem de poeira que o trouxe.

Não sei quanto tempo mais aguento.

(...)


Incomodam-me estas notícias em que falam de ajudas humanitárias.Tocam-me e mexem comigo.

E penso, será este um caso em que estamos a apostar no cavalo errado?Será que deviamos estar a enviar pessoas para construirem infra-estruturas, e máquinas que ajudassem na produção destes bens de primeira ordem?Deveriamos estar a ensinar a pescar em vez de dar peixes?

Ou o problema está mesmo em pormos números e economia e gráficos estatísticos em tudo, até naquilo que não pode ser nunca avaliado pois é demasiado precioso de tão essencial?


Custa-me só ouvir falar sobre custos.

Quebra-me o raciocínio ver tudo a ser racionalizado.


Se é chamado “bem de primeira ordem” é porque está perto da base daquilo que nos sutenta.E mexer na base é brincar com o Dom que é a Vida, e consequentemente com tudo aquilo que lhe dá sentido.

Tudo trocado...Devia-se trocar as voltas àquilo que nos ensinam.

É isso que organizações como a PAM tentam mostrar: não existimos enquanto houver dinheiro, mas enquanto houver pessoas que precisem de ajuda.

Enquanto números e lógica fria e dura for o centro para quem joga com o valor das coisas, vai sempre haver ”falta de algo”.Quando se tentar prencher esses vazios sem olhar ao que isso custa, mas sim ao quanto vale um Homem só por ser, então acredito, aliás, tenho mesmo fé que vamos começar a caminhar para algum lado, em vez de apodrecermos em estagnação como agora.


Nem só de Pão vive o Homem”


Quando eu conseguir olhar para a minha mãe, ou para ou meu pai, ou para o meu irmão, ou até mesmo para aquele que considero o meu melhor amigo, e vir nele, naquilo que ele é, na nossa relação, a coisa mais valiosa e importante deste mundo, mas mesmo aquilo que eu mais prezo, estimo, acarinho, preciso, necessito, anseio, abraço, agarro, então aí sei que estou verdadeiramente a viver, e que “nada” me vai faltar.


Se cada homem e mulher por um minuto entendesse aquela frase escrita a itálico, então tenho a certeza que seria esse o minuto onde aquele homem com fome deixaria de a ter, pois haveria pelo menos 30 pessoas a darem-lhe todos os pães que ele precisasse para ficar satisfeito.


Atrevo-me a apoiar que o pão não é essencial depois de duas páginas a dizer o contrário?...

Se calhar se resolvesse o problema da fome no mundo, mas ainda assim não conseguisse olhar para aqueles que salvei e ver neles o sentido, mas ver-me a mim como o salvador do mundo e a minha grandeza como o sentido, parece-me que tudo acabaria por voltar ao mesmo.

Se calhar é preciso dar um passo mais longe, para além do óbvio e do seguro e do lógico...


Esqueço-me por vezes que a minha vida é uma benção constante.

E quando me lembro só quero poder agradecer de volta de alguma maneira.


Quero um dia encontrar alguém com fome e dar-lhe mais que um peixe.

Quero dar-lhe mais que uma cana para pescar.

Quero dar-lhe mais que a sabedoria para pescar.

Quero entregar-lhe toda a minha vida.

Sem medo de estar a ir longe de mais.

Sem medo de perder.

Sem medo.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Mudança de planos

Afinal posso ir... e q so me disseram hoje q tinhamos treino as 18:30, em vez d ser as 19:30...
Contem comigo xD

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Pois...

e so pa dizer q amanha não vou à reunião derivado do facto de ter treino. Aproveitem enquanto nao estou xD

fikem bem

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Por fim, por hoje já chega...

Sugiro que não leiam já todos estes posts, mas que fiquem por duas ou 3 notícias por dia, e suas respectivas reflexões, senão é demasiada coisa e arriscam-se a que os vossos cérebros expludam...

Se puderem, vão tentando seguir um telejornal durante a semana...

Agora só mais um artigo que achei mesmo interessante...Neste gostava mesmo de comentários.


11 de Setembro: Pentágono vai pedir condenação à morte de seis suspeitos

11.02.2008 - 17h08 Agências

O Departamento de Defesa norte-americano anunciou hoje que vai pedir a condenação à morte de seis suspeitos de envolvimento nos atentados de 11 de Setembro, incluindo o alegado responsável pelo planeamento do ataque.


Os seis suspeitos, detidos no presídio militar de Guantánamo, foram acusados de centenas de crimes, incluindo homicídio, conspiração terrorista e ataque contra civis, crimes passíveis de ser punidos com a pena capital.

As acusações, pedidas pelos procuradores militares, terão ainda de ser aprovadas pelo responsável do Pentágono que supervisiona os tribunais de excepção de Guantánamo antes do início do processo. Se tal ocorrer, esta poderá ser a primeira vez que pessoas suspeitas de envolvimento nos atentados de 2001 são levadas a tribunal e a primeira vez em que é pedida a pena de morte.

Dos seis suspeitos conhece-se apenas a identidade de Khaled Sheikh Mohammed, um cidadão paquistanês suspeito de ser o principal responsável pelo planeamento dos atentados contra o World Trade Center, em Nova Iorque, e o Pentágono, em Washington.

Um dos 15 dirigentes da Al-Qaeda mais procurados após os atentados de 2001, Mohammed foi capturado em 2003 no Paquistão e passou vários anos em prisões secretas da CIA, antes de ter sido transferido, no ano passado, para o presídio criado na base militar de Guantánamo, em Cuba.

Na última vez em que foi ouvido por um tribunal de Guantánamo, Mohammed confirmou ter organizado mais de 30 atentados ou projectos de atentados, incluindo os de 11 de Setembro, que provocaram mais de três mil mortos. No entanto, esta confissão poderá não ser admissível em tribunal, uma vez que a CIA admitiu ter sujeito o detido a uma técnica de interrogatório conhecida como "waterboarding”, em que se simula o afogamento e que é hoje internacionalmente reconhecida como tortura.

Entre os acusados está o alegado cérebro dos atentados

Só mais umas coisas

Como hoje tive tempo de andar a surfar, aqui vão mais uns links para uns videos sobre a actualidade nacional e internacional.

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=325751&tema=27

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=325632&tema=31

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=325577&tema=31

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=325735&tema=32

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=325712&tema=29

Não se esqueçam é de fazer aqueles 5 min de reflexão, tal como sugeri no primeiro desta série de posts...

Ainda no post anterior

Ainda para deixar as coisas mais claras, em poucas palavras, o governo resolveu à uns tempos, durante uma reforma geral do serviço nacional de saúde, que deviam ser encerradas alguns serviços de urgência de localidades mais pequenas cujos pacientes seriam reencaminhados para o serviço activo mais próximo...Isto levou a protestos de várias populações de várias localidades. Entretanto, a SIC mostra o video que vos dei o link, que causou ainda mais revolta na população portuguesa contra o serviço nacional de saúde.Entretanto nas reformas internas, próprias desta altura, o governo resolveu substituir a ministra da saúde.A recém-chegada por sua vez resolve despedir o presidente do INEM.

Deixo aqui também um artigo sobre os últimos comentários do bastonário da ordem dos médicos à nova ministra da saúde.

Pedro Nunes foi hoje reempossado
Bastonário da ordem dos Médicos critica fecho de urgências
09.02.2008 - 16h49 Lusa
O Bastonário da Ordem dos Médicos (OM) hoje reempossado, Pedro Nunes, criticou o encerramento de serviços de urgência e apelou para que a ministra Ana Jorge "tome medidas" para "repôr a confiança dos portuguesas no seu sistema de saúde".

"Continua, em Portugal, a tentar passar-se a imagem de que os médicos são um perigoso 'lobby' que se move por interesses inconfessados e essencialmente egoístas, em acintoso desprezo pelo bem público. Continua a acreditar-se que a essência de uma boa política de saúde é decidir no sentido oposto ao sugerido pelos médicos", afirmou Pedro Nunes durante a cerimónia de tomada de posse para o seu segundo mandato.

O Bastonário da OM instou a nova ministra da Saúde, Ana Jorge, para que tome medidas "não no interesse dos médicos - porque isso seria trair as funções que há poucos dias jurou desempenhar com lealdade -, mas que tome medidas ouvindo os médicos".

"Tem a espinhosa missão de repôr a confiança dos portugueses no seu sistema de saúde", salientou Pedro Nunes, insurgindo-se contra o encerramento compulsivo de serviços de urgência por todo o país.

Pedro Nunes frisou, no seu discurso de posse, que "os portugueses estão preocupados e zangados" e que, "apesar de conscientes das dificuldades económicas e da exigência de contenção, não aceitam que não seja prioritário o apoio na doença".

Lembrando a Ana Jorge que os desafios que enfrenta "são tremendos", Pedro Nunes assegurou à titular da pasta da Saúde que "contará com a lealdade, o empenhamento e o esforço" da classe.

"Como médica entenderá melhor a nossa linguagem, como ministra contará, como todos os ministros sempre contaram, com a disponibilidade do nosso saber, a verticalidade da nossa crítica e a vontade do nosso aplauso", disse.

Pedro Nunes defendeu também o Serviço Nacional de Saúde público "como elemento imprescindível e estruturante de um sistema de saúde geral, universal e gratuito que os portugueses exigem da sua pátria".

Empenhado em deixar uma mensagem como responsável da OM, o Bastonário apontou "a independência dos médicos" e prometeu que "a Ordem nos próximos três anos não será uma Ordem neutra, nem vinculada à defesa dos interesses menores de um grupo, mas uma Ordem comprometida com o progresso da sociedade".

Pedro Nunes aproveitou ainda a cerimónia de tomada de posse para colocar na mesa duas propostas de revisão do Código Deontológico, uma elaborada pelo Conselho Nacional de Ética e Deontologia Médicas e outra elaborada pelo próprio bastonário, com base na proposta do conselho de ética.

"Inicío hoje mesmo e com estes dois documentos o processo que levará à aprovação de um novo Código por toda a classe no dealbar do século XXI. Não estranhem que ele se mantenha fiel aos valores e aos princípios Hipocráticos", disse, concluindo.

Bastonário garante "lealdade" a ministra, mas promete contestação sempre que classe não for ouvida

O bastonário garantiu ainda que a nova ministra da Saúde terá "a mesma lealdade" que o seu antecessor, mas prometeu "criticar na praça pública" as políticas da tutela sempre que a classe não for ouvida. "Nunca pedi na vida a demissão de nenhum ministro nem nunca propus nenhum nome para nenhum cargo, por conseguinte o ministro da Saúde é quem os portugueses quiserem e a doutora Ana Jorge é a legítima representante dos portugueses na pasta da Saúde, como era o professor Correia de Campos", declarou Pedro Nunes depois de tomar posse.

Pedro Nunes disse esperar da actual ministra "inteligência, bom senso e muito trabalho". "Inteligência é quando as pessoas reconhecem que as medidas são erradas; é voltarem sobre os seus passos e dizerem 'eu errei e vou fazer diferente'; o bom senso é as pessoas saberem que para além das medidas que têm que ser tomadas há gente no terreno que vive, sofre, tem dúvidas e se sacrifica, e essa gente tem que ser protegida pelo sistema de saúde", disse o bastonário, numa crítica directa à tutela pelo encerramento compulsivo de serviços de urgência e centros de atendimento permanente.

Pedro Nunes repetiu as suas "preocupações de há um ano atrás", referindo que a aplicação no terreno dos planos de reforma do Governo comportaria "riscos efectivos para as populações". "Neste momento ou se reabrem algumas das coisas que foram fechadas a destempo, ou são reforçadas as medidas de transporte, de apoio e de suporte de modo que não haja falhas no momento da necessidade de apoio à urgência", defendeu.